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Primeiro vem o toile-de-jouy que se caracteriza pelas estampas
campestres, bucólicas, em geral com casal em idílico entre
plantas, flores, carneiros, empregados, etc."
Depois vem o bordado, que é a construção de figuras e
ornamentos em um tecido através de agulha e linha.
Por fim tem a ironia, o riso desconcertante e verdadeiro, o nonsense
de situações. Essa alegria do absurdo que é tão
nosso, tão brasileiro e que fundem Nelson Rodrigues e Oswald
de Andrade.
É assim que se apresenta este novo trabalho:
Felipe Morozini mixa
elegância decadente, esperança e humor criando um
significado único nesse embate de idéias. Em uma ação
contemporânea, ele revitaliza o toile-de-jouy através de
intervenções.
Na verdade, seu trabalho revitaliza o pensamento
antropofágico. Ele ingere informações e as devolve em suaves
bordados, sobre essa estampa tão bucólica. O resultado é
enérgico como uma banda de punk rock, vital como os impulsos
sexuais e de uma ironia tão ligada ao modo de ser
brasileiro.
Em um ato típico de uma pessoa do Novo Mundo, Felipe não
se amarra às tradições e faz o tecido decorativo
transformar-se na imagem de objeto de arte, na forma de
pequenos quadros. Assim, suas novas construções, resultado
do tecido, da interferência e da idéia, ganham novo destaque
(esperança) nas paredes onde antes eram apenas objetos
ornamentais (elegância decadente) sem esquecer do riso
jamais:
Um pensamento nada burguês!
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Confira os
quadros que estiveram em exposição - à venda na
Garimpo-Fuxique nos Jardins em SP:(clique
sobre a imagem à direita para ampliá-la)
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